Violência contra a mulher no Brasil: números alarmantes, leis em ação e caminhos para a mudança
A violência contra a mulher segue como um dos maiores desafios sociais do Brasil. Este artigo apresenta dados estatísticos recentes, histórias reais que revelam a gravidade da situação, avanços da legislação como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, além das políticas públicas e ações da sociedade civil que buscam reduzir os índices de agressão. Um panorama completo sobre os obstáculos e os caminhos possíveis para construir uma cultura de respeito e igualdade.
12/01/2026 13:11
Violência contra a mulher no Brasil: números alarmantes, leis em ação e caminhos para a mudança (Foto: Reprodução)
Violência contra a mulher no Brasil: números alarmantes, leis em ação e caminhos para a mudança
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios sociais do Brasil: em 2025, os pedidos de medidas protetivas chegaram a mais de 82 mil em um único mês, e os processos de feminicídio julgados cresceram 225% desde 2020. Apesar dos números alarmantes, avanços legislativos e políticas públicas vêm sendo implementados para enfrentar essa realidade.
Violência contra a mulher no Brasil: um panorama
Estatísticas recentes
Em setembro de 2025, a Justiça recebeu 82.531 novos pedidos de medidas protetivas.
Em 2024, foram julgados 10.991 processos de feminicídio, contra 3.375 em 2020 — um aumento de 225%.
O Painel da Violência Doméstica do CNJ mostra crescimento contínuo nos registros de casos de violência doméstica.
Histórias que refletem a realidade
Casos de mulheres que buscam proteção judicial revelam a urgência de respostas rápidas. Muitas relatam que medidas como o botão do pânico e casas de acolhimento foram decisivas para salvar suas vidas.
Organizações da sociedade civil também dão suporte psicológico e jurídico, mostrando que a rede de apoio é fundamental.
Legislação e avanços
Lei Maria da Penha (2006): marco histórico que tipificou a violência doméstica e criou mecanismos de proteção.
Lei do Feminicídio (2015): incluiu o feminicídio como crime hediondo.
Novas medidas (2023–2025):
Lei de Igualdade Salarial e Política Nacional de Cuidados.
Retomada do programa Mulher Viver sem Violência, que integra serviços de saúde, segurança e justiça.
O que está sendo feito para reduzir a violência
Ações do Ministério das Mulheres (2023–2025):
Criação de políticas de igualdade e cuidado.
Expansão de programas de acolhimento e proteção.
Campanhas nacionais de conscientização.
Judiciário e CNJ:
Lançamento de painéis de dados para monitorar casos.
Ampliação de varas especializadas em violência doméstica.
Sociedade civil:
ONGs e coletivos feministas oferecem apoio jurídico e psicológico.
Projetos comunitários promovem educação e prevenção.
Desafios e caminhos
Desafios:
Subnotificação de casos.
Barreiras culturais que naturalizam a violência.
Falta de estrutura em cidades pequenas.
Caminhos possíveis:
Investir em educação de gênero desde a infância.
Garantir acesso rápido a medidas protetivas em todo o país.
Fortalecer a rede de apoio comunitária e ampliar políticas públicas.
Conclusão
A violência contra a mulher é uma chaga que exige ação conjunta: Estado, sociedade e indivíduos. Os números mostram a gravidade, mas também apontam para avanços importantes. O desafio é transformar leis e políticas em proteção efetiva e em uma cultura de respeito e igualdade.
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